Rendas de novos contratos sobem 10,2% em Portugal e chegam a 10,17 euros por metro quadrado

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As rendas medianas dos novos contratos de arrendamento em Portugal chegaram a 10,17 euros por metro quadrado no segundo trimestre de 2026. O valor representa um aumento homólogo de 10,2% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em 29 de setembro de 2026.

A alta registrada entre abril e junho acelerou em relação ao trimestre anterior. Nos primeiros três meses do ano, a subida homóloga das rendas de novos contratos havia sido de 9,1%. A comparação indica que a pressão sobre os valores praticados em novos arrendamentos aumentou no segundo trimestre, embora os dados não representem a evolução de todos os contratos já existentes no país.

Grande Lisboa tem os valores mais elevados

As estatísticas mostram diferenças expressivas entre as regiões portuguesas. A Grande Lisboa apresentou a renda mediana mais alta no período, com 15,24 euros por metro quadrado. Na sequência apareceram a Região Autónoma da Madeira, com 12,78 euros, a Península de Setúbal, com 11,99 euros, e o Algarve, com 11,56 euros.

A Área Metropolitana do Porto também ficou acima da mediana nacional, com 10,83 euros por metro quadrado. A distância entre os valores regionais evidencia que o custo de um novo contrato varia de forma significativa conforme a localização, especialmente em áreas urbanas e territórios com maior procura por habitação.

Para quem procura uma casa, a renda por metro quadrado é uma referência que permite comparar preços entre localidades e imóveis de dimensões diferentes. Na prática, o valor total pago pelo inquilino também depende da área da habitação e das características específicas de cada imóvel, elementos que não são detalhados pelo indicador nacional apresentado pelo INE.

Lisboa lidera entre os municípios mais populosos

Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, Lisboa registrou a renda mediana mais elevada, de 17,79 euros por metro quadrado. O dado coloca a capital acima da média observada na Grande Lisboa e reforça o peso dos principais centros urbanos na formação dos preços dos novos contratos de arrendamento.

O maior crescimento homólogo nesse grupo foi registrado em Guimarães, onde as rendas avançaram 20,7% em comparação com o segundo trimestre de 2025. O resultado mostra que os aumentos mais intensos não se concentram necessariamente nos municípios com os valores absolutos mais elevados.

Almada, por sua vez, destacou-se pelo crescimento do número de novos contratos, com uma variação de 17,2%. Esse dado diz respeito à quantidade de contratos celebrados e deve ser analisado separadamente da evolução do preço por metro quadrado. Um município pode apresentar forte aumento no volume de arrendamentos sem liderar os valores das rendas, ou o contrário.

O que os números significam para inquilinos e proprietários

As estatísticas do INE descrevem o mercado de novos contratos de arrendamento no segundo trimestre de 2026. Por isso, o indicador é particularmente relevante para pessoas que procuram mudar de residência, estudantes, famílias que entram no mercado de aluguel e trabalhadores que precisam se deslocar para outra cidade ou região.

O resultado também oferece uma referência para proprietários que colocam imóveis no mercado, mas não determina isoladamente o preço de cada habitação. Localização, área, estado de conservação e características do imóvel podem influenciar o valor efetivamente negociado em um contrato específico.

É importante ainda diferenciar a renda de novos contratos da atualização anual de contratos já existentes. O aumento de 10,2% divulgado pelo INE não significa que todas as rendas em vigor tenham subido na mesma proporção. A estatística compara contratos de arrendamento celebrados no período analisado com novos contratos do mesmo período do ano anterior.

Habitação continua sob pressão regional

Os dados reforçam a dimensão nacional do desafio habitacional, mas também mostram que a pressão não é uniforme. Grande Lisboa, Madeira, Península de Setúbal, Algarve e Área Metropolitana do Porto apresentaram valores medianos superiores à referência nacional, enquanto municípios como Guimarães registraram aumentos homólogos relevantes.

A divulgação permite acompanhar tanto o nível das rendas quanto o ritmo de crescimento dos novos contratos. Para os leitores, a principal conclusão é que encontrar uma habitação em Portugal no segundo trimestre de 2026 exigiu, em média, enfrentar valores mais altos do que um ano antes, com diferenças importantes dependendo da região e do município escolhido.

As informações têm como base as Estatísticas de Rendas da Habitação ao nível local do INE. A RTP Notícias também noticiou a subida da renda mediana dos novos contratos no período.

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